Quando a gente fala em juventude, muita gente pensa apenas no futuro.
Eu prefiro pensar no presente.
Porque os jovens já estão estudando, trabalhando, pegando ônibus, fazendo vestibular, entrando na universidade, procurando emprego e lidando com problemas muito concretos. E tudo isso tem relação com decisões políticas.
Ao longo do meu mandato em Taubaté, eu procurei estar presente em espaços onde a juventude já estava. Nas escolas, nas universidades, nos eventos organizados pelos próprios estudantes e nos debates sobre educação, inclusão e participação social.
Uma das iniciativas que construímos foi a campanha para incentivar a emissão do título de eleitor. Muita gente queria tirar o título, mas não sabia por onde começar, quais eram os prazos ou como fazer o processo. Organizamos informações, produzimos materiais explicativos e fomos até as escolas conversar diretamente com os estudantes.
Também cobrei transporte gratuito para estudantes nos dias de ENEM. Porque acesso à educação não depende apenas de dedicação e esforço. Depende também de condições concretas para que as pessoas consigam chegar onde precisam estar.
Participei de debates em universidades e escolas técnicas sobre inclusão, acessibilidade, diversidade e cidadania. Porque acredito que a educação não forma apenas profissionais. Ela forma pessoas capazes de compreender a realidade em que vivem e de participar da construção das mudanças que querem ver acontecer.
E talvez essa seja uma das coisas mais importantes que aprendi na política: participação não começa quando alguém decide disputar uma eleição.
Ela começa quando uma pessoa faz uma pergunta, se organiza com outras pessoas, participa de um debate, cobra uma autoridade pública ou decide acompanhar uma decisão que afeta a sua vida. É assim que a democracia se fortalece.
Agora, o desafio é ampliar esse trabalho.
Os jovens do estado de São Paulo enfrentam problemas parecidos, independentemente da cidade onde vivem: acesso à educação, permanência estudantil, transporte, emprego, saúde mental e oportunidades para construir seus projetos de vida.
São temas que precisam ser tratados como prioridade, porque a juventude não é apenas o futuro. Ela já faz parte das decisões que precisam ser tomadas agora.