Se você está lendo isso num momento de crise, vá direto ao final. Os números e ferramentas estão lá.
Se você está lendo com calma, leia tudo — porque uma hora você pode precisar, ou pode salvar a vida de alguém que você conhece.
Primeiro: você não precisa sair de casa para registrar o BO.
O aplicativo SP Mulher Segura está disponível gratuitamente para iOS e Android. Por ele, é possível registrar o Boletim de Ocorrência de violência doméstica sem precisar sair de casa — o registro é encaminhado diretamente para a Delegacia de Defesa da Mulher.
Para fazer login, você usa a conta GOV.BR. O sistema identifica automaticamente se você tem medida protetiva em vigor.
O botão do pânico
Se o agressor estiver monitorado por tornozeleira eletrônica, o sistema cruza as informações, alerta a Polícia Militar e garante resposta imediata. Uma viatura é despachada para o seu local em tempo real.
A Cabine Lilás
A Polícia Militar conta com a Cabine Lilás, serviço especializado de atendimento a mulheres realizado por policiais femininas treinadas para casos de violência doméstica.
E se você ainda não tem medida protetiva?
O primeiro passo é registrar o BO. Depois dele, você pode solicitar a medida protetiva. Com ela em vigor, a mulher pode se cadastrar no aplicativo e usar o botão do pânico.
Além disso, o Estado de São Paulo oferece auxílio-aluguel de R$ 500 por mês para mulheres com medida protetiva em situação de vulnerabilidade — para que você não precise voltar para o mesmo teto que o agressor.
Quando sair de casa é necessário
Se precisar de acolhimento presencial, procure a Casa da Mulher Paulista mais próxima. São espaços com apoio psicológico, jurídico e orientação para o mercado de trabalho.
Canais de emergência
190 — Polícia Militar
180 — Central de Atendimento à Mulher
Aplicativo SP Mulher Segura — iOS e Android, gratuito
DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) — busque a unidade 24h mais próxima
Por que estou falando disso
Porque São Paulo registrou o maior número de casos de feminicídio desde o início da série histórica, em 2018: foram 266 casos em 2025. Isso não é estatística. É vizinha, colega, familiar.
Violência doméstica não é assunto privado. É caso de política pública. E política pública é exatamente o que eu faço.
Se você precisa de ajuda ou quer saber mais sobre seus direitos, me mande uma mensagem.